Integração

Integrar dados de sistemas oficiais de registro de nascimentos, estudos multicêntricos, centros de monitoramento climático e bancos de dados socioeconômicos nacionais.

Proteção

Empregar técnicas de anonimização para proteger a privacidade individual.

Inteligência

Desenvolver modelos de classificação com uso de inteligência artificial como uso de redes neurais convolucionais entre outras técnicas para identificar clusters e áreas de alto risco de parto prematuro.

Quais dados estão sendo compilados e integrados no dataset?

A curadoria de dados do Climaterna buscou informações abrangentes e variadas fundamentais para a análise dos efeitos das mudanças climáticas na saúde materna e perinatal no Brasil.

01

Dados Demográficos

coletados por instituições nacionais como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e incluem informações sobre população, taxas de natalidade, mortalidade, idade, distribuição por sexo, e características socioeconômicas. Esses dados ajudam a entender as características da população afetada por mudanças climáticas e para identificar grupos vulneráveis, como mulheres grávidas e recém-nascidos, que podem ser mais suscetíveis a impactos adversos.

02

Dados de Saúde Materna e Perinatal

incluem informações obtidas de sistemas de registro de saúde coletados pelo Ministério da Saúde, como os sistemas de informação hospitalar (SIH), registros de nascimentos e óbitos (SINASC e SIM), além de dados coletados por instituições de pesquisa em saúde pública (estudos epidemiológicos). Essas informações permitem a análise de indicadores de saúde materna, como mortalidade materna, morbidade, partos prematuros, peso ao nascer e complicações neonatais, essenciais para identificar tendências e disparidades em saúde que podem ser exacerbadas por fatores climáticos.

03

Dados Ambientais (Clima e Poluição)

fornecidos por instituições meteorológicas e de pesquisa climática, como o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), compilados a partir de modelagem na base de dados Brazilian Daily Weather Gridded Data (BR-DWGD) e de instituições como a CETESB – Companhia Ambiental do Estado de São Paulo. Incluem informações sobre temperatura, precipitação, eventos extremos (como secas e enchentes), poluição e qualidade do ar. Esses dados,  ajudam a compreender os padrões climáticos, ambientais e eventos extremos e correlacionar as condições climáticas com a saúde materna e perinatal, permitindo a análise de como variáveis climáticas específicas afetam a saúde e o bem-estar de gestantes e recém-nascidos.
Nossas pesquisas

Como esses dados se conectam?

A integração de dados demográficos, de saúde materna e perinatal, e climáticos é essencial para entender e mitigar os impactos das mudanças climáticas na saúde pública no Brasil. Este projeto não apenas fornece percepções valiosas sobre como os fatores climáticos afetam a saúde materna e perinatal, mas também pode guiar a formulação de políticas eficazes para proteger as populações mais vulneráveis. A combinação desses conjuntos de dados é inédita no Brasil e inova ao conectar essas informações por meio de 5 principais eixos:

Análise Integrada de Dados Demográficos e de Saúde

ao cruzar informações de saúde materna e perinatal para identificar padrões de vulnerabilidade e risco em diferentes grupos populacionais do país, delineando perfis populacionais mais afetados por impactos climáticos.

Modelagem Preditiva

modelos que ajudam a antecipar desafios e a planejar intervenções de saúde pública mais eficazes diante dos riscos climáticos.

Evidências Científicas para Políticas Públicas

este projeto busca apoiar a formulação de políticas públicas voltadas para a mitigação dos impactos das mudanças climáticas na saúde, com um foco especial em populações vulneráveis. Essas políticas podem incluir medidas de adaptação climática e de reforço da infraestrutura de saúde.

Correlação entre Eventos Climáticos e Indicadores de Saúde

a relação entre eventos climáticos extremos (como ondas de calor e enchentes) e a saúde materna e perinatal é analisada para identificar correlações como, por exemplo, a associação entre exposição a temperaturas extremas e aumento na incidência de partos prematuros.

Identificação de Áreas de Risco

ao combinar dados climáticos com informações geográficas e de saúde, é possível identificar áreas geográficas com maior risco de impactos negativos das mudanças climáticas na saúde materna e perinatal, é possível direcionar recursos e esforços para as áreas mais vulneráveis.